Despeço-me com mais uma Entrevista Exclusiva – Filipe Pastel(Montreal Impact)!

4 10 2010

Boa tarde a todos, infelizmente terei de suspender o blog devido aos meus compromissos escolares. Estou no último ano da licenciatura e paralelamente a tirar um curso de inglês, e sinto-me sem tempo para dar o melhor seguimento a este projecto. Desde a realização das próprias imagens dos posts, à tradução de notícias de jornais árabes, passando por entrevistas e nomeação da equipa da semana, o “Portugueses no Estrangeiro” tornou-se um projecto muito desgastante para uma pessoa só, mas aquilo que foi feito teve a máxima qualidade possível. Dada a minha falta de tempo, se decidisse continuar iria fazer um trabalho de 2ª classe, algo que não se identifica minimamente com aquilo que tem sido feito até então, pelo que, decidi suspender as publicações durante este ano.

Certamente voltarei assim que puder, provavelmente no verão para dar seguimento a este apaixonante trabalho. Não me podia despedir sem vos deixar algo interessante para ler, nomeadamente uma entrevista que fiz a mais um jogador português no estrangeiro, de seu nome Filipe Pastel (Montreal Impact – Canadá/EUA):

1) A profissão de jogador de futebol, foi sempre a que desejou? Que interferência provocou nos estudos, ou noutras áreas da sua vida?

“Ser jogador de futebol sempre foi o meu sonho de criança. Todas as brincadeiras tinham como atracção principal a bola. Andava comigo para todo o lado. Mesmo na escola, a bola estava sempre ao meu lado, obrigando por vezes os professores a tirarem-ma. Mas apesar de tudo girar em volta da bola, sempre tive a consciência que era preciso estudar, e sabia que se não tirasse boas notas podia levar os meus pais a tirarem-me a bola ou até do futebol. Ao longo dos estudos fui tirando boas notas, e ao mesmo tempo, no futebol, também os resultados eram bons. Felizmente podia escolher entre futebol e estudos, pois ambos, a manter os bons resultados, davam-me garantia de um futuro bom. ”

2) Em Portugal representou o Freamunde, o Vizela e o Feirense, qual dos clubes contribuiu mais para a sua carreira?

“Obviamente o meu FRE FRE (Freamunde), porque tudo o que sou como jogador, e a pessoa que sou na vida, devo-o ao freamunde e ás pessoas que comigo trabalharam. Foi um clube que sempre me apoiou e me deu condições, fazendo-me acreditar que podia atingir o profissionalismo e fazer do futebol o meu futuro. Comecei os meus primeiros passos no futebol em Freamunde, comecei a carreira profissional em Freamunde e os meus melhores momentos foram em Freamunde. Obviamente não esqueço o Vizela, um clube onde fui campeão pela primeira vez e, não me posso esquecer do grande apoio daquelas pessoas, numa altura dificil da minha carreira devido a lesões. Grandes pessoas também fazem os clubes serem grandes. Toda a gente tinha a sensação que se não fossem as lesões, o meu caminho no clube teria sido outro. Relativamente ao Feirense, foi pena o pouco tempo passado lá, pois tinha um bom grupo de trabalho (jogadores e equipa técnica) e o melhor para atingir a 1ª liga, mas as vitórias não se conquistam só com isso. Penso, e fiquei com essa sensação, que com outro apoio, facilmente o Feirense atingiria a subida.  ”

3) Qual considera ter sido o seu melhor jogo/momento dentro das quatro linhas  em Portugal?

“Por muito bem que tenha jogado em outros jogos, ou tenha marcado golos, ou opiniões diferentes, eu gosto de realçar a minha estreia como jogador profissional pelo Freamunde e pela selecção de Portugal sub-19. Foram jogos que envolveram cargas emocionais muito grande, e eram jogos que concretizavam os meus sonhos. Em ambos os jogos, todos os olhares se concentravam em mim e eu apercebia-me disso. Sabia que o sonho só continuava se eu esquecesse esses olhares e tudo o resto, e mostrasse em campo as razões de estar ali. Felizmente foram duas boas estreias, e o sonho continuou tanto no Freamunde como na selecção.”

4) Em campo ocupa a posição de médio. Como se define enquanto jogador? (É um jogador de características mais ofensivas(tipo nº10), é um médio de transição( tipo um nº8, ou um trinco (tipo um nº6)).

“Devido ás minhas caracteristicas e diferentes posições ocupadas em todas as épocas, as pessoas sempre se questionaram qual seria a minha posição originária. Também os treinadores que tive sempre tiveram uma opinião divergente, pois uns gostavam de mim mais adiantados e outros gostavam de mim mais como jogador de transição. Pessoalmente, e talvez por ser a minha posição desde pequeno, gosto de ser mais médio ofensivo. Mas reconheço que os melhores momentos foram passados como médio de transição, e que agora no futebol, todos os sistemas em que jogues obrigam os médios a serem ofensivos e defensivos ao mesmo tempo. ”

5) A nível de físico, lesões graves e/ou permanentes, como tem sido a carreira?

“Excepto duas épocas em Vizela, em que tive lesões mais graves, e uma vez no Freamunde, nunca falhei jogos por lesão. Costumo dizer, por brincadeira, que a minha principal lesão são os castigos. ”

6) Recentemente decidiu rumar a um país estrangeiro, nomeadamente ao Canadá. Qual o principal factor que esteve na origem dessa decisão?

“Tavez por ter familia emigrante, sempre foi meu desejo jogar no estrangeiro e andava há uns tempos a pensar nisso. Obviamente que todos pensam no aspecto financeiro, mas posso garantir que em primeiro foi a oportunidade de concretizar um projecto que tinha, e depois claramente, o aspecto financeiro a compensar deixar a familia e o futebol português. ”

7) O Montreal Impact compete na Liga Americana, que diferenças encontra entre esse campeonato e os de Portugal? (Maior/menor competitividade, mais/menos jogo físico, etc…)

“São campeonatos muito físicos, onde se encontram jogadores e a maioria das equipas, sempre a fazer do fisico a principal arma. O desporto americano caracteriza-se pelo muito trabalho no ginásio, e por isso se encontram verdadeiras máquinas. A principal referência, em termos de futebol mundial, é a Inglaterra, sendo por isso, um futebol mais directo, não tanto pensado. Com excepção do Impact e mais 3 ou 4 equipas que tentam jogar um futebol mais elaborado e com bastante posse de bola.    ”

8 ) E os adeptos do clube como reagem durante os jogos? Sente-se muito o futebol no país?

“Como se sabe, o desporto rei na América é o basquetebol, o hóquei no gelo, o basebol e o futebol americano. O futebol está a começar a desenvolver-se muito, mas essas modalidades ainda continuam a dominar as atenções. Com a contratação de grandes estrelas para a MLS, o futebol começa a conquistar cada vez mais espaço. Em Montreal, apesar de tudo, temos sempre um grande apoio. Todos os jogos temos assistências entre 10 000 e 13 000. Temos uma claque sempre a apoiar desde o primeiro minuto, incansáveis no apoio até ao fim do jogo. Os jogos em casa têm transmissão televisiva, e também na internet dão os jogos em casa e fora. O futebol em Montreal, e devido a terem sido campeões a época anterior e a futura presença na MLS em 2012, está a ganhar muitos adeptos e começam a fazer parte das conversas das pessoas. ”

9) O facto do Montreal ser treinado por um treinador luso-canadiano facilitou a sua adaptação?E como reagiram os companheiros nos primeiros treinos ao serviço do novo clube?

“Obviamente, que quando cheguei foi um grande apoio para a minha adaptação. Sempre se preocupou com o meu bem-estar e ajudou-me em tudo o que precisava. A minha adaptação a este país e ao clube devo ao Marc Dos Santos, e também ao empresário luso-canadiano Kevin Antunes e sua familia. Foram um grande apoio para mim, e consegui facilmente adaptar-me ao clube e á cidade. Os jogadores receberam-me bem, e perceberam que estava aqui para os ajudar a voltar a serem campeões. Têm uma mentalidade ganhadora e competitiva, o que se enquadra no meu espirito, e por isso vivo um bom ambiente com os jogadores. ”

10) Sei que fez um jogo particular diante do AC Milan, onde teve contacto com alguns dos melhores jogadores do mundo. Como descreve esse jogo?

“Foi uma sensação incrivel ver todos aqueles jogadores,  que são dos melhores do mundo, ao nosso lado e jogar contra eles. Fizemos o jogo no estádio olimpico com uma assistência de 47 000 pessoas, com aquelas estrelas todas, como Ronaldinho, Pato, Inzaghi, Nesta,Seedorf, Dida… parecia a Liga dos Campeões. Das melhores sensações que já tive, parecia um sonho aquele momento.   ”

11) Jogar no estrangeiro era um objectivo que tinha? Foi a única proposta que teve de um clube fora de Portugal?
“Na minha carreira sempre tive um espaço e vontade para emigrar. Ao longo dos anos foram surgindo ofertas e interesses, mas por uma coisa ou outra nunca se concretizaram. Fui esperando, pois também sempre tive interessados em Portugal, e no único país que nunca pensei em jogar, foi o que me ofereceu a primeira experiência no estrangeiro. ”

12)   A nível cultural como tem sido a experiência no estrangeiro?(descreva também diferenças gastronómicas, climatéricas, etc…) É um país com melhores condições de vida do que Portugal?

13)   O Canadá é também um país com alguns emigrantes portugueses. Considera que isso facilitou a sua integração no país?

(Resposta conjunta 12+13) – “Montreal é uma  cidade multi-cultural, com muitas comunidades europeias, que por vezes, fazem-te esquecer um pouco a distância com Portugal. Aqui há uma grande comunidade portuguesa, e desde o primeiro dia, que eu procurei, também para facilitar a adaptação, integrar-me um pouco mais com portugueses. Frequento restaurantes e cafés portugueses, que me fazem sentir em Portugal. Felizmente fui bem recebido, e encontrei sempre pessoas a dar conselhos sobre o que iria encontrar e a darem apoio e força. Aqui o inverno é passado sempre debaixo de neve, mas posso dizer, que só quando faz vento é que se sentem as temperaturas muito baixas. Os treinos são feitos em complexos desportivos cobertos. É um país onde não se ouve falar muito da crise mundial e não se sentem grandes efeitos na vida das pessoas. Aqui o que mais me impressionou foram os jovens, que estudam e trabalham ao mesmo tempo, independentemente se os pais têm boas condições de vida ou não. Eu não me lembro de ouvir uma pessoa a dizer que está no desemprego, é mais frequente ouvir que trabalham durante a semana numa empresa e depois no fim de semana fazem outra coisa, por isso têm um grande poder de compra.   ”

14)   Como reagiu a sua família á mudança de país? É sempre um factor determinante nas decisões de qualquer pessoa, sentiu o apoio de todos os amigos/familiares?

“Posso dizer que tive grande apoio e, que se não fosse tão grande, certamente não estaria aqui. Devido á distância entre países muita coisa estava em jogo, pois a minha esposa tem um trabalho rentável e estável, acabava de ser pai do segundo filho, ia deixar familia e amigos pela primeira vez. Decidi, apesar de tudo isto, vir para o Canadá sozinho. Quando tomo esta decisão com a minha esposa, recebemos um apoio tão forte, que eu senti que podia estar mesmo á vontade, pois eles iriam ficar bem com a familia e amigos. Apesar de não ser fácil, a minha esposa e eu vamos aguentando as saudades, e quando não aguentamos ela tem-me visitado. Eu também fiz uma visita há semanas,  pois estava muito em baixo, mas regressei com a alma nova, pois ver familia e amigos, que nos dão tanta força como me deram, uma pessoa fica capaz de defrontar tudo. ”

15)   Generalizando um pouco a questão, que tipo de motivos considera estarem na origem de tantos jogadores lusos rumarem ao estrangeiro?

Toda a gente fala nos aspectos financeiros para justificarem o rumo ao estrangeiro, e eu tenho que concordar com eles também. Os clubes portugueses sentem a crise e o nosso futuro fica prejudicado. Cada vez mais o jogador, em Portugal, tem dificuldade em assegurar a estabilidade financeira. Mas o que me supreende mais é os clubes portugueses continuarem a não apostar mais nos jovens e jogadores portugueses. Por muito que digam, são soluções mais baratas e com muito mais qualidade. Em todos os clubes quando apostam num jogador ele é valorizado, e na maioria das vezes, a render dinheiro aos cofres dos clubes. Não compreendo como apostar em dois jovens da formação fica caro aos clubes, mas apostarem em jogadores de outros países, com a mesma idade, os  clubes dizem compensar mais. Daí vem mais despesas e prejuízos para os clubes, e depois sempre menos dinheiro para os jogadores portugueses, mas nunca para o estrangeiro que é preciso pagar tudo para além do ordenado. Com isto, o jogador vê-se na obrigação de emigrar.  ”

“O meu muito obrigado ao leitores, aos quais espero dizer “Até já”, e um agradecimento especial ao Filipe Pastel, pela entrevista concedida.

Cumprimentos,

Paulo Silva





Links/Streams: At. Madrid – Barcelona – 18:00

19 09 2010

Hoje é dia de jogo grande na Liga Espanhola, onde os portugueses Tiago e Simão entrarão em campo, defrontando o actual campeão espanhol. O ” Portugueses no Estrangeiro” sugere os seguintes links para acompanhar a partida
:





Links/Streams: PAOK – Olymp. Volos – 16h15

19 09 2010

Hoje é dia de jogos  na Liga Grega, onde o português Vieirinha entrará em campo para defrontar o Olympiakos Volos. O ” Portugueses no Estrangeiro” sugere os seguintes links para acompanhar a partida:





M.Da Costa e Boa Morte empatam

19 09 2010

O West Ham, com Manuel da Costa na formação inicial e Luis Boa Morte a entrar aos 89′, empatou ontém 1-1 no reduto do Stoke City. Os visitantes começaram melhor, inaugurando o marcador por intermédio de Parker(32′), todavia viriam a consentir o empate logo no início da 2ª parte, quando permitiram que Jones(48′) colocasse a bola no fundo da baliza.

Importa ainda salientar que o Everton perdeu em casa diante do Newcastle, num jogo em que o avançado português João Silva ficou de fora dos convocados.





Ligue 1 – P.Machado e M.Ramos empatam

19 09 2010

Ontém foi dia de jogos na primeira liga francesa, onde estiveram alguns portugueses em acção. Paulo Machado foi titular no empate a zero do Toulouse frente ao Mónaco. O médio português não fez das suas melhores exibições, acabando por sair aos 70′, cedendo lugar a Braaten.

Por sua vez, o lateral luso Marco Ramos(Lens) também foi titular no empate (1-1) diante do Valenciennes. A equipa do Lens esteve a perder durante praticamente toda a partida graças ao golo de Samassa, porém viria a conseguir o empate no último minuto por intermédio de Boukari.

Finalmente, Rafael Dias(Sochaux) viu do banco de suplentes a vitória  da sua equipa por 4-0 diante do Nice, acabando por não ser opção para a partida.





Cristiano Ronaldo marca e Real Madrid vence! (Video)

18 09 2010

O Real Madrid, orientado pelo português José Mourinho e com Pepe, Ricardo Carvalho e Cristiano Ronaldo na formação titular, bateu hoje o Real Sociedad por 2-1. O jogo foi bastante complicado para a equipa “merengue”, que só conseguiu marcar através de um lance de pura inspiração individual de Di Maria aos 51 minutos. Apesar desse grande momento, a equipa de José Mourinho viria a consentir o empate aos 62′, num lance da autoria de Tamudo. O golo da vitória surgiu pelo inevitável Cristiano Ronaldo aos 74′, na cobrança de um livre directo que sofreu um desvio crucial, traíndo o guarda-redes adversário e garantindo 3 pontos para o Real Madrid.





Nelson perde

18 09 2010

O Osasuna, com o lateral português Nelson na formação titular, perdeu hoje por 2-0 diante do Mallorca(sem Nunes).  Os golos da vitória foram marcados por Castro(25′) e  J.De Guzman(90′), garantindo três pontos para a equipa de Nunes, que se encontra suspenso.